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Double - Empreendedores de comida que fazem a alegria de quem usa o transporte público

Em São Paulo ou Belo Horizonte, vendedores atraem clientes em terminais de ônibus e perto do metrô

17 set2023 - 05h00
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Pudim de leite da Confeitaria dos Profetas. João começou a vender doces e salgados no Terminal São Mateus
Pudim de leite da Confeitaria dos Profetas. João começou a vender doces e salgados no Terminal São Mateus
Foto: Reprodução: Instagram/confeitariadosprofetas

No agitado cenário urbano, onde o tempo é escasso e a mobilidade é desafiadora, empreendedores de comida têm encontrado oportunidades de venda no transporte público.

Passageiros que usam ônibus e metrô são os principais clientes desses vendedores, que destacam não apenas pelas habilidades culinárias, mas também pela resiliência e inovação, transformando locais improváveis em vitrines. Confira algumas histórias: 

Pão de queijo e tapioca na Guilhermina-Esperança

Na saída norte da estação Guilhermina-Esperança, localizada na movimentada Linha 3-Vermelha do metrô, na zona leste de São Paulo, Thiago Pupo, um empreendedor autônomo, é conhecido por vender tapiocas e pães de queijo dos mais variados sabores, que atraem diariamente passageiros em busca de um lanche rápido.

O dia de Thiago começa cedo, por volta das 7h da manhã, quando mergulha na preparação dos recheios. E quando a tarde se aproxima, mais especificamente às 15h, ele coloca em prática suas habilidades de vendedor, levando qw saborosas criações aos clientes.

Antigamente, Thiago vendia batata frita e tapioca na estação Arthur Alvim. No entanto, no ano de 2013, ele optou por se estabelecer na estação Guilhermina-Esperança, buscando novos horizontes. Seu negócio teve um início modesto, com lanches de recheios mais simples, mas ao longo dos anos, tanto ele quanto suas receitas passaram por uma notável evolução.

Café da manhã no Terminal São Mateus

João Batista é da Paraíba, mas encontrou em São Paulo um recomeço. No Terminal São Mateus, ele e a esposa, donos da barraca Confeitaria dos Profetas, vendem bolos, pães, rosquinhas, salgados e outras opções.

A confecção começa ainda na madrugada, por volta das 3h da manhã, João é persistente e segue firme no trabalho. Depois de abrir a banca, ele volta para casa para bolos, fritar sonhos, rosquinhas e quando esfria, é hora de embalar e colocar data de validade. Às 14h, o confeiteiro já está na banca novamente, onde fica até às 19h da noite. 

Com uma rotina de vendas de segunda a sábado, há momentos em que o domingo também se mostra uma escolha vantajosa. Ampliando as perspectivas, o casal atualmente é dono de uma loja localizada na Av. Doutor Gentil de Moura, 317, Alto do Ipiranga, consolidando ainda mais o sucesso.

Cafezinho no trânsito de BH

Muitas vezes a agitação da vida cotidiana pode privar você do simples prazer de tomar um cafezinho. Pensando nisso, André Abrantes uniu o útil ao agradável: vender no cruzamento da Avenida Antônio Carlos com a Rua Alcobaça, no bairro de São Francisco, em Belo Horizonte.

Impressionando todos que passam, o café de André é moído na hora. Para preparar a bebida, o vendedor acorda às 4h da manhã todos os dias, e fica no semáforo das 6h30 às 10h, logo depois se dirigindo ao seu trabalho no administrativo de um colégio.

Entregando um café que muitos elogiam, André não cobra um valor fixo, fica à disposição do cliente o valor a pagar, e mesmo que não consiga fazer isso na hora, não é um problema, pois ele entrega um cartão com sua chave pix para que o paguem depois. 

Fonte: Visão do Corre
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